Piso de madeira: saiba tudo da instalação à conservação!
O piso de madeira foi, continua e ainda será por muito tempo um dos preferidos de grande parte das pessoas — além dos profissionais de design de interiores — quando o assunto é o revestimento do imóvel. E isso não é para menos, já que, fora o forte apelo visual, ele contribui para o conforto térmico e, de quebra, ainda deixa a decoração do lar mais confortável e convidativa.

Porém, na hora de escolher é comum surgir aquela dúvida sobre qual é o modelo ideal, como é a instalação, quais os cuidados necessários e como fazer para trocá-lo futuramente. Pensando nisso, reunimos as principais questões sobre o assunto para ajudá-lo a sanar as suas dúvidas de uma vez por todas. Acompanhe!
Quais os tipos de piso de madeira e como eleger o melhor?
Com diferentes formatos, tamanhos e tons, as opções de assoalho disponíveis no mercado garantem versatilidade e funcionalidade, valorizando, assim, a decoração do recinto onde são instalados.
Contudo, como escolher entre tantas alternativas, como a maciça, a de demolição, o parquet, o taco, o laminado e o vinílico? Para isso, você pode levar em conta dois aspectos cruciais. Um deles é o desenho de encaixe do piso. Ao todo, há cinco formatos dividido em dois grupos:
a amarração e a diagonal, que são de tábuas corridas — o que oferece mais resistência, durabilidade e facilidade na instalação;
a espinha, a escama e a dama, que são peças avulsas que formam placas únicas — o que torna a instalação mais lenta e requer maior manutenção, embora as superfícies possam ser lisas ou texturizadas.
O outro aspecto é a origem do piso, já que ela pode ter três:
material composto (PVC e madeira condensada) que reproduz outros tipos de madeira;
material derivado exclusivamente de madeira (jatobá, carvalho, pinho etc.);
material reaproveitado de outras fontes, como instalações e construções antigas, e proveniente de madeira nobre (ipê, cerejeira, jacarandá etc.).
Agora que você já está por dentro dos dois aspectos, veja nosso resumo com os diferentes tipos de pisos para facilitar o seu entendimento:
maciça: desenho de amarração/diagonal e material derivado;
de demolição: desenho de amarração/diagonal e material reaproveitado;
parquet: desenho de espinha/escama/dama e material derivado
taco: desenho de espinha/escama/dama e material derivado
vinílico/laminado: desenho de espinha/escama/dama e material composto.
Quais as formas de instalá-lo corretamente?
A forma correta de instalação é sobre o contrapiso, que deve ser preparado com cimento e areia, além de ter espessura de, no máximo, seis centímetros.
Dessa forma, você assegura que o revestimento fique, de fato, nivelado e não ocorra o descolamento da madeira — o que pode acarretar desde uma nova compra de materiais até o preparo de uma nova base para a correta aplicação do piso.
Quando e como fazer a manutenção dele?
Ao contrário do que muitos pensam, a manutenção do piso de madeira não tem muitos mistérios. Basicamente, durante a limpeza é importante evitar o uso de produtos abrasivos que podem corroer e danificar o material e também o hábito de arrastar o mobiliário e demais itens pesados em contato com o revestimento.
Além disso, é recomendado aplicar regularmente resina para selá-lo. Todavia, caso ocorram riscos, trincos, manchas e arranhões sobre a superfície, saiba que é possível revitalizá-lo ao lixá-lo manualmente ou com auxílio de equipamento — o que requer mão de obra especializada.
Como conservar o piso de madeira?
Fora as medidas envolvendo a manutenção, é essencial que você adote alguns cuidados em relação à conservação do piso de madeira para não acelerar ou agravar o desgaste do revestimento da sua residência. O primeiro deles é evitar instalá-lo em áreas abertas nas quais ficará exposto aos raios solares.
Afinal, a radiação pode alterar a tonalidade natural do material, escurecendo-o. Entretanto, caso tenha sido colocado na sua varanda, não deixe de adotar janelas e/ou portas com controle solar, pois elas vão diminuir a incidência do sol na parte interna do imóvel.
Outro cuidado importante é não aplicá-lo em áreas molhadas (banheiros, lavanderia e cozinha), uma vez que a umidade é capaz de, a longo prazo, deteriorar a madeira — deixando-a porosa e favorecendo a aparição de fungos.
Já nos demais espaços, como quartos, sala, home office e corredores, é fundamental não deixar líquidos parados sobre o piso, independentemente da origem deles. Por isso, atenção a vasos com plantas — que são regados frequentemente — e pets que não foram adestrados sobre onde urinar e defecar.
Por último, não concentre móveis pesados em apenas um único espaço dos ambientes por muito tempo, pois, dependendo do tipo de piso escolhido, é possível que ocorra empenamento da madeira. O indicado é distribuir o peso de forma equilibrada por todo o local.
É possível aplicar outro revestimento sobre o piso?
“E quando eu já tenho um piso de madeira nos cômodos do meu lar? É possível aplicar outro revestimento sobre ele?” — essa é mais uma pergunta frequente que não poderia ficar de fora deste post.
Afinal de contas, quando se está pensando em reformar o lar, é sempre válido reduzir os custos e otimizar o tempo com a clássica técnica do assentamento. Acontece que com esse tipo de material o ideal é não recorrer a esse procedimento — exceto no caso dos laminados ou vinílicos, como falaremos no próximo tópico.
Isso porque, embora resistente e com ótima durabilidade, a madeira pode ficar desnivelada por conta de uma série de fatores, como deslocamento parcial ou total do assoalho e, inclusive, o desprendimento do rejunte.
Para completar, ela oferece baixa aderência à argamassa e, uma vez revestida, pode passar a reter umidade, o que levará o material original a se desgastar e eventualmente fazer o novo revestimento ceder.
Logo, aplicar pisos frios, como cerâmicas, ladrilhos hidráulicos e porcelanatos, direto sobre a madeira é um erro que deve ser evitado. O ideal é retirar as peças, como tacos ou tábuas, e preparar o contrapiso para a troca.
Quais as opções mais usadas para substituí-lo?
Quando se decide substituir o piso de madeira, mas sem retirá-lo, apenas aplicando outro por cima, é bem verdade que as opções ficam mais restritas. Porém, não se engane! Isso não significa que são menos vantajosas ou esteticamente inferiores.
Ao contrário, tanto o laminado quanto o vinílico se tornaram excelentes alternativas, especialmente para apartamentos, porque contam com um bom custo-benefício. Prova disso, é que eles:
simulam com perfeição a madeira em suas diferentes cores, formatos e desenhos;
são feitos em placas ou réguas de fácil instalação — há modelos de encaixe, adesivação e aplicação com cola e argamassa;
contam com boa durabilidade, limpeza simplificada e fácil manutenção — o vinílico, inclusive, tem maior resistência à umidade.
E então, sanou suas dúvidas sobre piso de madeira? Pois agora é o momento de escolher aquele que melhor vai harmonizar com o décor do seu imóvel e tornar a sua casa ainda mais convidativa e aconchegante!
Ah, e não se esqueça de compartilhar com a gente nos comentários qual foi a opção eleita, hein?!